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Diabetes
10 de September de 2018

Diabetes

  • Doenças

Diabetes mellitus, ou simplesmente diabetes, é uma doença metabólica, que atinge quase 10% da população, e se caracteriza pela incapacidade do corpo em lidar com o excesso de açúcar em nosso sangue.

Toda vez que nos alimentamos, uma parte significativa da comida é transformada em moléculas de açúcar conhecidas como glicose. Em muitos casos, mesmo quando não existe qualquer quantidade de açúcar em nosso alimento, o organismo utiliza vias metabólicas que acabam por produzir açúcar que ficará disponível em nosso sangue.

Esse açúcar todo tem um objetivo: alimentar cada uma de nossas células. Entretanto, para que ele chegue às células e para que o seu excesso seja armazenado é necessária a ação de uma substância denominada insulina.

Por isso é que o diabetes se relaciona intimamente com o pâncreas, um órgão pouco conhecido, mas que auxilia tanto na digestão, quando na produção de hormônios imprescindíveis. Um desses hormônios é a insulina!

 

Pensando então na glicose e nesses três elementos (células, pâncreas e insulina), conseguimos entender os dois principais tipos de diabetes:

Diabetes tipo 1: decorre da produção insuficiente de insulina pelo pâncreas. As causas ainda não estão bem definidas.

Diabetes tipo 2: decorre da função insuficiente da insulina no organismo. Muitas vezes a produção está adequada, mas a quantidade não é proporcional ao corpo todo. Por isso, é mais comum em pessoas sedentárias (no excesso de peso e falta de atividade física, por exemplo).

 

Vale lembrar, também, que a mulher, durante a gestação, pode apresentar insuficiência de insulina e desenvolver a diabetes gestacional, que pode pôr em risco tanto a vida de sua criança quanto a sua própria.

Para todos os casos, existe um trio clássico de sintomas que devem ser observados: as três polis. Quando percebidas juntas, é hora de procurar seu médico de família e iniciar um check-up focado em exames que possam identificar o diabetes. São elas:

Polifagia: aumento do apetite;

Poliúria: aumento do volume urinário;

Polidipsia: aumento da ingesta de líquidos;

É claro que existem muitos outros sintomas, variando de paciente a paciente, e podem envolver perda de peso, fadiga, turvação visual e muitos outros. Porém, os mais comuns e fáceis de identificar são as três polis.

Para quem já identificou a doença e segue o tratamento corretamente, ou seja, mantém os níveis de glicose sempre controlados entre 70 e 100mg/dl em jejum, não são comuns complicações mais sérias. Já para aqueles que, por algum motivo, não regulam esses níveis, podem apresentar complicações graves da diabetes, tais como cegueira, amputações, infarto do miocárdio, AVC, cetoacidose diabética e, em casos extremos, coma e morte.

A melhor prevenção é a manutenção de uma dieta saudável, exercícios físicos, e ficar o mais próximo possível do peso ideal. O hábito de fumar também interfere negativamente nessas doenças. Além disso é indispensável a manutenção de um check-up completo, que contemple exames para garantir que os níveis de substâncias como a glicose e insulina estejam sempre nos seus limites desejáveis e que avalie também os órgãos que podem ser atingidos pelo diabetes.

Se você tem um desses sintomas, histórico familiar ou está focado na prevenção de doenças, aproveite para marcar uma consulta com seu médico de família e começar um check-up completo! Além disso, ele pode te encaminhar para os melhores tratamentos com nutricionistas e outros especialistas que garantirão sua saúde!